Agricultura orgânica: uma oportunidade rentável para investimento de micro e pequenos produtores

Atualizado: 16 de Ago de 2019

Pode ser que não seja segredo para ninguém que o Brasil é um celeiro de alimentos para o mundo. Afinal, somos um dos maiores exportadores de frutas, verduras, legumes e carnes para várias regiões de mundo.


Além disso, no Brasil um modelo de agricultura que vem se consolidando é a orgânica. Hoje, segundo Sebrae, são mais de 17 mil propriedades com certificação orgânica. Ao mesmo tempo, a maior parte da produção vem de pequenos empreendedores.


Outro modelo de agricultura que vem se destacando é a sintrópica. Ela começou a ser estudada no Brasil nos anos 1980, com a vinda do suíço Ernst Götsch para o país.


Nesse modelo de agricultura, a lógica segue a da floresta, onde plantas de várias espécies convivem no mesmo espaço. Assim, é gerada a biodiversidade, além da recuperação de espaços que foram desmatados. Além disso, esse tipo de agricultura tem baixa intervenção humana, fazendo com que a natureza faça o seu próprio trabalho.


Neste post, vamos te mostrar como a agricultura orgânica pode ser rentável e porque investir nesse modelo de negócio. Acompanhe!



Agricultura orgânica: cenário brasileiro


Como vimos acima, mais de 17 mil propriedades no país possuem certificação orgânica. Os estados que se destacam nesse modelo de negócio são Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, entre outros.


Além disso, em uma pesquisa realizada pelo Sebrae no ano passado, 63% são produtores orgânicos, exclusivamente. E, 25% trabalham com produtos orgânicos. De acordo com a pesquisa, se estima que existem cerca de um milhão de hectares de cultivo orgânico no país. Os principais produtos são hortaliças, frutas, grãos, raízes, entre outros.


Ao mesmo tempo, o consumo de produtos orgânicos cresce 25% a cada ano. Em 2018, estava previsto um consumo de R$ 4 bilhões.


De acordo com a Embrapa, até 2050 nós teremos 7 entre cada 10 pessoas morando nas cidades. E estas, terão hábitos de consumo muito diferentes dos atuais, sendo eles mais nobres, diversificados e com mais qualidade. Isso, abre um leque de oportunidades de investimento para os produtores rurais, principalmente os pequenos.


Seguindo essa mesma lógica, de acordo com o documento Visão 2030: o futuro da agricultura brasileira, da Embrapa, os próprios consumidores estão criando novas oportunidades de negócio.


Com isso, passa-se a se desenvolver negócios inclusivos, que contribuem com a melhora na qualidade de vida das pessoas pobres que vivem nas áreas rurais. Assim, como, na saúde, nutrição e educação alimentar, tendo como base os processos limpos e sustentáveis de produção.




Consumo de orgânicos no Brasil


Segundo a pesquisa Organis de 2017, 15% da população do país já consumiu algum tipo de bebida ou comida orgânica no último mês.


Além disso, 6 em cada 10 consumidores preferem hortaliças, e 1 em cada 4 opta por legumes e frutas orgânicas.


Da mesma forma, a tendência mundial pelas pessoas procurar ter hábitos e alimentação mais saudáveis é comprovada na pesquisa. Os principais fatores que as pessoas apontam por preferir o alimento orgânico são: saúde, sabor, veiculação na mídia e preocupação com o meio ambiente.


Porém, 84% dos entrevistados diz que gostaria de consumir mais produtos orgânicos, mas o fator limitante é o preço.




Como investir na agricultura orgânica?


Um dos primeiros passos, é conhecer a lei específica para esse tipo de cultura. A Lei nº 10.831/2003 e o Decreto nº 6.326/2007, além de instruções normativas do Ministério da Agricultura, ajudaram muito no desenvolvimento dessa atividade no país.


Além disso, é importante conhecer os objetivos da cultura orgânica, que segundo o Sebrae são:


- Ofertar produtos saudáveis isentos de contaminantes intencionais;


- Preservar a diversidade biológica dos ecossistemas naturais e a recomposição ou incremento da diversidade biológica dos ecossistemas modificados em que se insere o sistema de produção;


- Incrementar a atividade biológica do solo;


- Promover um uso saudável do solo, da água e do ar, e reduzir ao mínimo todas as formas de contaminação desses elementos que possam resultar das práticas agrícolas;


- Manter ou incrementar a fertilidade do solo no longo prazo;


- Reciclar resíduos de origem orgânica, reduzindo ao mínimo o emprego de recursos não renováveis;


- Basear-se em recursos renováveis e em sistemas agrícolas organizados localmente;


- Incentivar a integração entre os diferentes segmentos da cadeia produtiva e de consumo de produtos orgânicos e a regionalização da produção e comércio desses produtos;


- Manipular os produtos agrícolas com base no uso de métodos de elaboração cuidadosos, com o propósito de manter a integridade orgânica e as qualidades vitais do produto em todas as etapas.


Após isso, é importante escolher o tipo de cultura ou culturas que melhor se adequam no talhão que possuir. Caso ainda não possua sua porção de terra para isso, existem diversas fazendas no país, que possuem espaços preparados para esse tipo de produção para arrendamento. Assim, você não precisa de grandes investimentos para começar a empreender nesse modelo de negócio.


Como vimos acima, alguns tipos de cultura são as mais comuns e os produtos mais procurados pelos consumidores. Alguns são: frutas, hortaliças, legumes, café e grãos.

Hoje, existe muita tecnologia à disposição que ajuda tanto na produção, quanto no controle e venda dos mesmos.


Agricultura sintrópica



A agricultura sintrópica é estudada no Brasil desde os anos 1980, mas podemos dizer que o “boom” desse modelo de cultivo se deu nos últimos anos do país. Este é um formato que muitos produtores têm investido e que traz uma rentabilidade em curto prazo.


Esse modelo de cultivo, se baseia no estudo do suíço Ernst Götsch. Assim como na floresta, o cultivo de diversas espécies para consumo também podem crescer no mesmo ambiente, de forma sustentável e sem intervenção humana.


Ou seja, ele uniu a conservação da mata natural de determinado espaço, associando à plantação de culturas comerciais.


Quando o pesquisador chegou na Bahia, ele se instalou em uma propriedade onde tinham 500 hectares de terra improdutivas, devido ao ciclo repetitivo de várias culturas e a criação de animais.


Com o desenvolvimento da agricultura sintrópica no local, cerca de 410 hectares foram reflorestados, sendo que 350 foram transformados em Reserva Particular do Patrimônio Natural e 120 de reserva legal. Além disso, no local nascentes ressurgiram.


Alguns produtores já investem nesse modelo de cultura e relatam que:


- Um talhão já é suficiente para ter um bom mix de produtos;


- Na primeira semana de trabalho é possível ver o crescimento diferenciado das culturas;


- Diminuição de pragas e doenças;


- Produtos mais sadios;


- Colheita rápida, além dos produtos serem mais firmes, doces e durar na geladeira;


- O sistema começa a se pagar em em dois meses e a partir do terceiro mês já há retorno financeiro.


Como vimos, a agricultura orgânica é um dos modelos de negócio do futuro e trazem grandes oportunidades para pequenos produtores rurais.



Procurando por uma nova oportunidade para empreender?

Saiba mais sobre o arrendamento florestal e agrícola aqui.

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